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quarta-feira, 24 de maio de 2017

9 dos melhores podcasts para empreendedores


Ocupado? Que tal escutar algo que pode ajudar você e sua empresa a dar uns passos extras? Veja essa lista de podcasts!

Na academia, no trânsito, arrumando a casa, no trabalho… toda hora é hora de aprender alguma coisa. Se você é multitarefa e movido por empreendedorismo, então, pode se beneficiar muito dessa lista. Isso porque os podcasts são perfeitos para aumentar sua produtividade em momentos mais operacionais, sem se preocupar nem com internet – os áudios podem ser baixados, sem custo, no seu celular ou player de música.

Então, fim àquelas horas tediantes dentro do carro ou a ter que escutar as mesmas músicas de sempre! 

Pensando no seu crescimento como empreendedor, separamos podcasts de primeira e bem diversificados (tanto em inglês quanto em português), para você se desenvolver e fazer seu tempo valer mais:



Comandado pelos empreendedores brasileiros Leo Kuba, Miguel Cavalcanti e In Hsieh, esses podcasts em português se concentram no empreendedorismo e cultura digital. Há um convidado especial em cada episódio – desde membros de conhecidas startups até investidores famosos.  Além das entrevistas com os convidados, sempre há recomendações de livros e conselhos de gestão para os empreendedores brasileiros.



Se você é aficionado por novos conteúdos na área de empreendedorismo, deixe que a Universidade de Stanford te dê os maiores insights do mundo business semanalmente. Todas as quartas, durante o período acadêmico americano, convidados de organizações que abrangem desde o Google até a IDEO (passando pela Endeavor Global nesse episódio aqui!) compartilham lições e doses de inspiração para você aplicar no seu dia-a-dia.



Está procurando por inspiração, motivação e aconselhamento de gestão? John Lee Dumas, fundador da EntrepreneurOnFire, criou o lugar certo para você, empreendedor. Cada episódio diário traz um case de sucesso que compartilha fracassos, momentos “ah-há” e conquistas marcantes. Além disso, todo episódio termina com dicas práticas de negócios e do mundo das startups.



“A era de trabalhar para os outros acabou. Você vive na era de trabalhar PELOS outros!”. O Direto das Trincheiras é dirigido por Ricardo Jordão Magalhães da BIZREVOLUTION. A abordagem dos podcasts gira em torno de cinco temáticas: Vendas, Marketing, Liderança, Empreendedorismo e Comércio Eletrônico (também disponível em vídeo no youtube). Todos os dias você tem um novo episódio onde o Jordão compartilha uma idéia fora-da-caixa que você pode colocar em prática e mudar a sua vida e a história da sua empresa.



Entrevistas com autores, especialistas e líderes que compartilham dicas e técnicas de marketing de uma empresa de pequeno porte. John Jantsch, consultor de Marketing e palestrante especializado em pequenas empresas, demonstra uma incrível capacidade de conduzir o assunto, através de insights muito aplicáveis para micro e pequenos empreendedores.


Bill Caskey e Bryan Neale, especialistas com mais de 20 anos de experiência em B2B, compartilham suas estratégias e dicas para um melhor proveito dos talentos, habilidades e competências do time no sucesso de vendas da sua empresa. Assim, você vai descobrir o quão impactante a mentalidade é no mundo business, seja no lidar com perspectivas ou na construção de relacionamentos de longo prazo com seus clientes.



A Harvard Business Review por si só já é uma referência e tanto – em versão áudio, inclusive. Esse podcast semanal com os principais pensadores em negócios e gestão fornece uma perspectiva diferente sobre muitas questões gerenciais e de liderança, mas sempre de forma esclaredora e direta. E a variedade é enorme: de como ser menos reativo e mais proativo até estudos de caso sobre o varejo – vale explorar!


8. Startapo

Temas, conceitos, cases e tudo o que tiver sobre empreendedorismo e tecnologia para todos os startupeiros desse país. Os episódios da Startapo vão desde o B-a-Bá das startups, incluindo lições sobre MVP e validação, até assuntos como “copycating”, análises sobre o ambiente do Vale do Silício em comparação ao Brasil e novas formas de se trabalhar.


Curte os vídeos do TED? Por que não baixá-los para escutar no caminho para o trabalho? Nesses podcasts, alguns dos maiores inovadores, executivos e pesquisadores compartilham suas histórias e ideias sobre negócios.
Inscreva-se nos seus podcasts favoritos, sincronize os episódios em seu celular e acesse-os sempre que tiver um tempinho sobrando para capacitar e inspirar o seu eu-empreendedor.
*Contribuição: Luis Vabo Jr, empreendedor da Sieve

Via: Endeavor


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Empreendedor como anda a sua saúde mental?

Olá, tudo bem?

Hoje o tema do artigo que eu trouxe especialmente para você, vai propôr uma reflexão: Como anda a sua saúde mental empreendedor?

... Porque é preciso quebrar esse tabu de sofrer em silêncio, de que os empreendedores de sucesso não sofrem de transtornos de humor. Pois, problema mental é sim administrável e não há problema nenhum em explicitar isso.

Gostou do tema? Então, confira até o final desse artigo, que eu tenho certeza que você vai gostar do que esses dois caras tem para lhe dizer.

”Eu tive três grandes episódios depressivos na vida adulta”, Brad Feld, diretor do Foundry Group, contou para uma audiência de empreendedores, acadêmicos e profissionais de saúde mental na Universidade de Denver. ”Um nos meus vinte anos, outro nos trinta e outro que começou no final de 2012”, completou.

Feld estava palestrando no Making Mental Health a Priority, um painel de discussão sobre a saúde mental dos empreendedores, feito pelo Blackstone Entrepreneurs Network em parceria com o Projeto X-ITE, da Universidade de Denver. Jerry Colonna, um dos fundadores do Reboot também discursou na ocasião.

”Eu acho que estive deprimido por boa parte da minha vida”, admitiu Colonna. ”Eu sofri abusos e grande violência na infância. Aos dezoito anos, eu cometi uma tentativa de suicídio. Cresci com uma mãe esquizofrênica. Meu pai, que faleceu há 22 anos, era alcoólatra.” Colonna pausou enquanto olhava para a audiência. Estão vendo o que estou fazendo? Estou contando a verdade.”

A discussão franca, que aconteceu na tarde do dia 28 de junho, era um indicativo de uma complacência recém descoberta entre empreendedores, que decidiram falar abertamente sobre suas experiências com doenças mentais.

Como evidências mostram, muitos deles sofrem em silêncio. Segundo uma pesquisa recente, esse número é de dois terços dos empreendedores. Isso só prova a necessidade de um diálogo sobre essas questões.

‘’Eu aposto que todo mundo nesta sala está lutando contra um problema mental administrável’’, disse Feld em sua palestra. Mesmo que ele e Colonna tenham boas intenções ao compartilhar suas experiências com o público, os dois deixaram bem claro que sua candura foi um resultado de anos de terapia e auto-observação.

‘’Por fora, eu era um grande sucesso’’, disse Colonna. ‘’Por dentro, eu era uma bagunça. O que eu vim a entender é que quando a parte interna do que eu sou não combina com a parte externa, eu acabo depressivo e querendo morrer’’.

Os problemas de Colonna levaram-no a cofundar o Reboot, uma companhia de coaching dedicada a ajudar empreendedores a lidar com as pressões de liderar um negócio. As experiências de Feld fizeram com que ele escrevesse em um blog, uma decisão que fez com que ele seja reconhecido hoje como uma voz importante na conversa sobre saúde mental entre empreendedores.

 ‘’Eu estava escrevendo abertamente sobre todos os outros aspectos da minha vida’’, explicou Feld, ‘’então, se eu estava falando sobre tudo, por que não era capaz de escrever sobre a luta que estava tendo com a depressão? ’’

Os dois palestrantes associaram sua tentativa de quebrar o silêncio entre empreendedores com o desejo de facilitar a vida de quem estava passando por problemas como depressão, ansiedade e vício.

‘’Os mais velhos, como nós, têm a responsabilidade de normalizar a experiência, para que profissionais de saúde mental possam chegar e fazer seu trabalho’’, disse Colonna. ‘’Por que temos que aumentar o sofrimento adicionando vergonha a ele? ’’

Enquanto estava aparente no final do painel que atingir a saúde mental entre empreendedores requer um esforço consistente a longo prazo, enfatizar que esses problemas não impedem que ninguém faça seu trabalho tirou o estigma em volta de problemas psiquiátricos entre a comunidade empreendedora.

‘’Como alguém que foi CEO diversas vezes e esteve deprimido enquanto era CEO e, mesmo assim, foi muito bem-sucedido eu digo: você consegue’’, finaliza Feld.

Este artigo foi adaptado do site Saúdebusiness e CyberMedNews

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Se quiser saber mais sobre mim, aqui: 



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O preço psicológico do empreendedorismo

Crédit: Ruth Gwily

Ninguém disse que construir uma empresa seria fácil. Mas é hora de ser honesto sobre como isso pode realmente ser brutal – e o preço que empreendedores pagam por isso

Ninguém disse que construir uma empresa era fácil. Mas é hora de ser honesto sobre como isso pode ser brutal – e sobre o preço alto que os empreendedores pagam por isso.

Por todos os aspectos, Bradley Smith é um empreendedor de sucesso inquestionável. Ele é CEO da Rescue One Financial, uma empresa de serviços financeiros na California que fechou o ano de 2012 com 32 milhões de dólares em vendas.

A empresa de Smith cresceu mais de 1400% nos últimos 3 anos, estando na posição 310 da Inc. 500 desse ano. Dito isso, você não deve imaginar que, há exatos 5 anos atrás, Smith estava à beira da ruína financeira e do colapso mental.

Em 2008 Smith estava trabalhando longas horas aconselhando clientes nervosos sobre como sair da dívida.

Mas o seu comportamento calmo e mascarado tinha um segredo: ele compartilhava de seus medos. Como seus clientes, Smith foi afundando em mais e mais dívidas.
Ele estava bem perto do vermelho – em todos os sentidos.

Eu estava ouvindo o quão deprimido e viciado meus clientes estavam, mas no fundo eu estava pensando comigo mesmo, eu tenho o dobro da dívida desse cara, lembra Smith.

Ele havia estourado a sua linha de crédito de 60 mil dólares. Ele havia vendido seu Rolex que havia comprado com o seu primeiro salário na sua carreira anterior de corretor. Ele se humilhou diante de seu pai, o homem que acreditava em máximas como, “dinheiro não dá em árvores” e “não se faz negócios com a família”, pedindo emprestado 10 mil dólares emprestado, valor que só recebeu após assinar uma promissória com juros de 5%.

Smith projetou otimismo aos seus co-fundadores e 10 funcionários, mas seus nervos estavam em frangalhos.

Minha esposa e eu gostaríamos de dividir uma garrafa de vinho para o jantar, mas apenas nos entreolhamos lamentando tudo. Nós sabíamos que estávamos perto do abismo.

Em seguida, a pressão ficou ainda pior: o casal descobriu que estava esperando seu primeiro filho. 

Eles ficaram noites sem dormir, olhando para o teto. Smith acordava às 4h da manhã, preocupado, pensando sobre a situação e se perguntando quando é que as coisas iriam acontecer.

Após 8 meses de ansiedade constante, a empresa de Smith finalmente começou a ganhar dinheiro.

Para quem gosta de empreendedorismo, os empreendedores bem sucedidos têm status de herói em nossa cultura. Nós idolatramos Mark Zuckerberg e Elon Musk. E comemoramos o crescimento incrivelmente rápido das empresas na Inc. 500.

Mas, muitos desses empreendedores, como Smith, carregam seus demônios secretos: antes de se tornarem grandes empreendedores, eles lutaram para superar esses momentos de ansiedade quase debilitante e desesperadores, em que tudo parecia desmoronar.

Até recentemente admitir esses sentimentos era um tabu. Em vez de mostrar a vulnerabilidade, os líderes têm praticado o que os psiquiatras chamam de gerenciamento de impressão, ou o ‘minta até conseguir – fake it till you make it‘. Toby Thomas, CEO do EnSite Solutions, empresa 188 na Inc. 500, explica o fenômeno com sua analogia favorita: um homem cavalgando em um leão.

As pessoas olham para ele e pensam: esse cara realmente tem colhão. Ele é corajoso. Mas o homem montado em um leão está pensando: como diabos eu vim parar em cima de um leão, como eu faço para evitar ser devorado?



“É como um homem cavalgando num leão. As pessoas pensam: “Esse cara é corajoso”. E ele está pensando: “Como eu vim parar em cima de um leão e como eu faço para ele não me devorar? “
"É como um homem cavalgando num leão. As pessoas pensam: " Esse cara é corajoso". E ele está...

Nem todo mundo que caminha pela escuridão passa por ela. Em janeiro, o conhecido fundador do e-commerce Ecomom tirou sua própria vida. Sua morte abalou a comunidade startup. Ela também reacendeu a discussão sobre empreendedorismo e saúde mental, que começou há 2 anos após o suicídio de Ilya Zhitomirskiy, de 22 anos, co-fundador da Diaspora, uma rede social.

Ultimamente mais empreendedores começaram a falar sobre suas lutas internas na tentativa de combater o estigma sobre a depressão e a ansiedade que faz com que seja difícil para os doentes procurar ajuda.

Em um post profundamente pessoal chamado “When Death Feels Like a Good Option”, Ben Huh, CEO ds site de humor Cheezburguer escreveu sobre seus pensamentos suicidas após o fracasso de uma startup em 2001.

Sean Percival, ex-vice-presidente do MySpace e co-fundador da startupde roupas para crianças Wittlebee, escreveu um post chamado, “When It’s Not All Good, Ask for Help”, em seu site.
Eu estava a beira do abismo e quase desisti de tudo no ano passado por conta da depressão e da pressão sobre negócio. Se você está prestes a desistir, por favor contate-me.

Eu estava a beira do abismo e quase desisti de tudo por conta da pressão sobre meu negócio.

Brad Feld, diretor executivo do Foundry Group, começou a blogar em outubro sobre o seu mais recente episódio de depressão. O problema não é novo – o capitalista de risco proeminente lutou com transtornos de humor durante toda a sua vida adulta.

Mas então vieram os e-mails. Centenas desses e-mails. Muitos eram de empreendedores que também lutaram com a ansiedade e com o desespero.

Se você visse a lista de nomes, seria uma grande surpresa. Eles são pessoas muito bem-sucedidas, muito carismáticas e cheias de visibilidade. Mas ele têm lutado em silêncio. Há uma sensação de que eles não podem falar sobre isso, que é uma fraqueza ou vergonha. Deixar a coisa escondida e presa, torna tudo pior.

Se você é empreendedor, tudo isso pode acabar soando familiar pra você. É um trabalho estressante que pode criar turbulência emocional. Para começar há o grande risco do fracasso.

A estatística afirma que, 3 em cada 4 startups fracassam, de acordo com uma pesquisa feita por Shikhar Ghosh, um professor da Harvard Business School. Ghosh também constatou que mais de 95% das startups ficam aquém de suas projeções iniciais.

Os empreendedores muitas vezes conciliam muitos papéis e enfrentam inúmeros contratempos: clientes perdidos, disputas com parceiros, aumento da concorrência, problemas de pessoal, etc., tudo ao mesmo tempo. Para complicar as coisas, os novos empreendedores muitas vezes tornam-se menos resistentes por negligenciar a sua saúde. Eles comem demais ou muito pouco. Eles não dormem o suficiente.

Por isso não deve ser nenhuma surpresa o fato de empreendedores experimentarem mais ansiedade do que seus empregados.

Na última Gallup-Healthways Well-Being Index, 34% dos empreendedores se declararam preocupados, 4 pontos a mais do que os outros trabalhadores. E 45% dos empreendedores disseram que estavam estressados, 3 pontos a mais do que os outros trabalhadores.

Mas, pode ser muito mais do que apenas um trabalho estressante que empurra os empreendedores para o abismo. Segundo pesquisadores, muitos empreendedores compartilham traços de caráter inato que os tornam mais vulneráveis às oscilações de humor.

As pessoas que tem esse lado cheio de energia, motivado e criativo são mais prováveis de se tornarem empreendedoras e mais propensas também a terem estados emocionais fortes.

Esses estados podem incluir depressão, desespero, desesperança, sensação de inutilidade, perda de motivação e pensamento suicida.
O fracasso pode despertar pensamento suicida nos empreendedores.

Os empreendedores são vulneráveis para o lado negro da obsessão, sugerem os pesquisadores da Swinburre University of Technology in Melbourne, na Austrália.

Eles realizaram entrevistas com fundadores de um estudo sobre a paixão empreendedora. Os pesquisadores descobriram que muitos empreendedores tinham sinais de obsessão clínica, incluindo forte sentimento de angústia e ansiedade.

John Gartner, psicólogo que leciona na Johns Hopkins Medical Schoolreforça essa mensagem. Em seu livro, “The Edge Hypomanic: The Link Between (a Little) Craziness and (a Lot of) Success in America, Gartner afirma que um temperamento muitas vezes negligenciado pode ser responsável tanto por alguns pontos fortes dos empreendedores como por pontos fracos.

Não importa o seu perfil psicológico, grandes problemas no seu negócio podem abatê-lo. Mesmo os empreendedores experientes tiveram o tapete puxado.

Não importa o seu perfil psicológico, grandes problemas no seu negócio podem abatê-lo. 

Mark Woeppel, fundador da Pinnacle Strategies, uma empresa de consultoria de gestão de 1992. Em 2009, o telefone simplesmente parou de tocar. Por conta da crise financeira global, seus clientes estavam de repente mais preocupados com a sobrevivência do que em aumentar a produção.

Suas vendas despencaram 75%. Woeppel demitiu seus funcionários. Em pouco tempo, ele havia exaurido seus bens: carros, jóias, tudo que tinha. Sua confiança foi diminuindo também.

Como CEO você tem essa autoimagem de que é o senhor do universo. Aí, de repente, você simplesmente deixa de ser.

Woeppel parou de sair de casa. Ansioso e com pouca autoestima, ele começou a comer muito e engordou 50 quilos. Às vezes ele procurava um alívio temporário em um antigo hobby: tocar guitarra. Trancado em um quarto, ele tocava Steve Ray Vaughan e Chet Atkins.

Por isso tudo, ele continuou trabalhando no desenvolvimento de novos serviços. Em 2010, os clientes começaram a voltar. A Pinnacle fechou o seu maior contrato com uma fabricante aeroespacial, com base em um whitepaper que Woeppel havia escrito durante a sua crise.

Ano passado, a receita da Pinnacle atingiu 7 milhões de dólares. As vendas cresceram mais de 5000% desde 2009 e a empresa ganhou destaque esse ano ficando em 57º lugar na lista da INC. 500.
Woeppel diz que agora é mais resistente, por conta da maturidade adquirida em tempos difíceis.

Eu costumava pensar que eu era o meu trabalho. Mas aí você fracassa. E, descobre que seus filhos ainda te amam. Que sua esposa ainda te ama. Seu cão ainda te ama.


Alguns ferimentos da jornada empreendedora não cicatrizam facilmente.

Mas, para muitos empreendedores os ferimentos da batalha não cicatrizam completamente.

Esse foi o caso de John Pope, diretor executivo da WellDog, empresa de tecnologia e energia. Em dezembro de 2002, Pope tinha exatamente 8 dólares em sua conta no banco.

Ele estava 90 dias atrasado na parcela de seu carro, 75 dias atrasado no pagamento de sua hipoteca. A Receita Federal entrou com uma execução contra ele. Seu telefone celular e TV acabo tinham sido desligados. Em menos de 1 semana a empresa de gás natural iria suspender o serviço na casa que vivia com sua esposa e filhas.

A sua empresa estava esperando uma transferência bancária da Shell, um investidor estratégico que, depois de meses de negociação terminou com um contrato de 380 páginas assinado. Então Pope esperou.

Desde então a WellDog decolou. Nos últimos 3 anos, as vendas cresceram mais de 3700%, passando para uma receita de 8 milhões de dólares, colocando a empresa na posição 89 na Inc. 500. Mas o resíduo emocional dos anos de tumulto ainda perdura.

Há sempre aquela sensação de estar sobrecarregado, de que não podemos relaxar nunca. Você acaba com um grave problema de confiança. Você sente que toda vez que construir a sua segurança, algo vem e leva embora.

Embora o caminho empreendedor seja sempre um caminho selvagem, cheio de altos e baixos, há coisas que os empreendedores podem fazer para ajudar a manter suas vidas fora de uma espiral fora de controle.

Quando se trata de combater a depressão, o relacionamento com amigos e familiares podem ser armas poderosas. E, não deve se ter medo de pedir ajuda.

Freeman também aconselha que os empreendedores devem limitar a sua posição financeira. Quando se trata de avaliação de risco, os pontos cegos dos empreendedores muitas vezes são grandes o suficiente para causar prejuízo.

As consequências podem agitar não apenas a conta bancária, mas também os níveis de estresse. 

Portanto, defina um limite para o quanto de seu próprio dinheiro você está preparado para investir.

A capacidade de reformular o fracasso e a perda podem ajudar os líderes a manter uma boa saúde mental.

Em vez de dizer a si mesmo eu fracassei, o meu negócio fracassou e, eu sou um perdedor, olhe sob uma perspectiva diferente. Quem não arrisca, não petisca. A vida é um constante processo de tentativa e erro. Não exagere seus sentimentos.

Por último esteja aberto sobre seus sentimentos. Máscaras não ajudam as suas emoções. Quando você está disposto a ser emocionalmente honesto, você pode se conectar mais profundamente com as pessoas ao seu redor.

Este artigo foi adaptado do original, “The Psychological Price of Entrepreneurship”, da Inc. Publicado por Por André Bartholomeu Fernandes Via Jornal do Empreendedor.

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