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terça-feira, 28 de março de 2017

Problemas com Pensamentos Negativos?


Silencie as vozes críticas em sua mente...

Existe um comportamento desgastante do qual muitos de nós, com frequência, somos vítimas: ouvir as vozes críticas escondidas em nossa mente. Quer elas provenham de críticas externas, quer de nossos próprios medos e dúvidas, essas vozes negativas enviam mensagens de que não somos suficientemente bons, suficientemente gentis, ou suficientemente produtivos. A pesquisa mostra que o ecoar de pensamentos negativos em nossa cabeça aumenta nossas chances de depressão, nos isola dos outros, e inibe nossa capacidade de perseguir metas.

Veja o exemplo de Rajeev, vice-presidente executivo responsável por um negócio bilionário numa empresa de alta tecnologia, que foi vítima desse tipo de pensamento. Ele havia progredido rapidamente na carreira e tinha no currículo muitos negócios bem-sucedidos. Rajeev também tinha formado equipes que trabalhavam juntas com sucesso. Mas quanto mais ele ascendia na carreira, menos feedback recebia. Rajeev estava desesperado tentando descobrir o que ele poderia fazer para melhorar ainda mais sua eficiência. Ele me contratou como seus coach e me pediu para entrevistar 15 colegas de trabalho para poder entender melhor como eles o viam. Os resultados foram extremamente positivos. As pessoas valorizavam a inteligência e a perspicácia de Rajeev para os negócios e elogiavam sua capacidade de olhar para o futuro e tomar atitudes decisivas.

Mas Rajeev não via esse feedback positivo. Ao contrário, em seus reports ele amplificava as críticas negativas que eram muito menores, como por exemplo, que ele poderia se tornar tão focado numa meta que ignorava os relacionamentos pelo caminho, e seus colegas podiam acabar se sentindo rejeitados e pressionados. Rajeev estava desolado.

Esse feedback não era novo para Rajeev — e era válido. Mas não foram as verdadeiras percepções que impeliram Rajeev a entrar em desespero. Ao contrário, foi no tom de voz e na forma de expressar os comentários de alguns colegas. Era a voz deles que ele ouvia em sua mente. Essas vozes o fizeram enfurnar-se em seu escritório, diminuir o ritmo de trabalho e de produtividade e o impediram de tomar decisões importantes na empresa.

Rajeev precisa de uma estratégia para conseguir retomar seu caminho novamente. Alguns estudos sugerem que precisamos de cinco vozes positivas para cada voz negativa que carregamos dentro de nós para nos mantermos equilibrados, felizes, e produtivos. Felizmente, para Rajeev, ele não precisou procurar as outras cinco vozes — ele já havia redigido um report cheio delas. Ele simplesmente precisava usá-las.

Nós montamos um plano e ele seguiu quatro passos: Mostramos a seguir como ele transformou negatividade em produtividade:

Procure o positivo. Muitas vezes assumimos que o maior potencial para o aperfeiçoamento está em melhorar nossos pontos fracos. Mas aprimorar nossos pontos fortes também é importante. De acordo com uma pesquisa da Gallup, as pessoas que utilizam seus pontos fortes diariamente são seis vezes mais engajadas, e as equipes focadas em seus pontos positivos são 12,5% mais produtivas. Em vez de perguntar somente o que você fez errado, requisite também feedback positivo. Pergunte, “do que você mais gostou na minha apresentação?” ou “o que foi mais útil para você nessa rápida exposição?”

Ouça o positivo. Absorva. Muitos de meus clientes solicitam feedback positivo mas só começam a tomar nota quando começa o feedback negativo. Anote o feedback positivo para você saber o que deve replicar. Isso também sinaliza a quem forneceu o feedback que o retorno positivo é tão importante para você como os pontos a serem melhorados.

Esforce-se para entender o positivo. Permita-se se curvar e se regozijar com os aplausos. Pense num elogio que você recebeu recentemente. O que você fez em resposta? Você procurou se desculpar? “Eu tive sorte”. Você tentou minimiza- lo? “Eu recebi muita ajuda”. Na melhor das hipóteses, você provavelmente disse, “Obrigado”. Por outro lado, qual sua atitude quando alguém faz comentários negativos? Você faz perguntas e até pede exemplos. Transforme um elogio numa oportunidade de reunir exemplos concretos de como você é eficiente. Por exemplo: “eu estou muito feliz porque meu workshop o ajudou. E então, ele foi útil? O que, na minha apresentação, serviu para você aprender?”

Acredite no positivo, e aja como se ele fosse verdadeiro. Mesmo que você, de alguma forma, tenha se predisposto a seguir os três passos acima, ainda poderá passar um bom tempo acreditando no que as pessoas dizem a seu respeito. Talvez você se pergunte se quem forneceu o feedback não estava mal intencionado. Em vez disso, acredite que o que eles estão dizendo possa ser realmente verdade. É mais fácil fazer isso se você cultivar o que eu chamo vozes “Jalil”. Jalil foi a primeira pessoa em minha vida cujas palavras de encorajamento me ajudaram, e até salvaram minha vida. Descubra as pessoas com as melhores intenções e em quem você confia que está lhe dizendo a verdade. Ao ouvir repetidamente essas vozes, será maior probabilidade de você perceber seus aspectos positivos e internalizá-los.

Assim que Rajeev aprendeu a canalizar as vozes positivas em sua mente, ele não só se tornou mais produtivo, mas também mais consciente de seu tom com os outros. Quando as vozes negativas em sua mente se aquietaram, ele percebeu o que deveria dizer para ser uma voz positiva para seus colegas. Isso ajudou a libertar alguns de seus colegas de seus próprios pensamentos obscuros e também a melhorar sua produtividade — um círculo virtuoso.

Torne uma prática diária apontar numa direção com as chances de cinco para um. Você pode não saber exatamente quantas vozes positivas e negativas está permitindo em sua mente diariamente, mas quando você começar a acumular comentários positivos perceberá uma mudança no seu nível de energia e de produtividade. Com o tanque cheio, é mais fácil externar boa vontade e ser uma voz positiva para outras pessoas.

Texto de Sabina Nawaz é coach global de CEOs, oradora motivacional sobre liderança e escritora. 

Texto original de Harvard Business Review Brasil. 

Se você é empreendedor, quer alavancar sua carreira profissional atual, profissional liberal, profissional de vendas, empresário ou que ainda quer empreender e não conseguem criar seu próprio negócio porque ficam travadas pelo medo, ou já têm um negócio próprio e não conseguem os resultados, vivem apagando incêndios. Trabalha muito e não sobra nada no final do mês, estão cansados e não sabem como mudar isso de uma vez por todas!

Como pode se beneficiar com Apoio Psicológico & Estratégico?








terça-feira, 22 de novembro de 2016

5 passos para desenvolver sua inteligência emocional


Lidar com pessoas é requisito básico para qualquer empreendedor - pense na quantidade de clientes, funcionários e parceiros com os quais você se relaciona todos os dias. Para isso, é essencial saber controlar as emoções. Conheça os cinco componentes da inteligência emocional - e como você pode desenvolvê-los.

Os empreendedores precisam cada vez mais saber lidar com pessoas e emoções

Já faz tempo que o QI deixou de ser a melhor medida para avaliar as capacidades de um indivíduo. Graças a pesquisas sobre a inteligência emocional, catapultadas pelo trabalho do psicólogo Daniel Goleman, sabemos que entender as nossas emoções e as dos outros é fundamental para ter sucesso na vida pessoal e profissional. Quando o assunto é a sobrevivência e crescimento de um negócio, os empreendedores precisam não apenas de conhecimentos técnicos, mas saber lidar com pessoas e com emoções. Hoje, nenhum empreendedor sobrevive sem isso.

Todo empreendedor que já passou ou pretende passar daquela fase em que faz tudo sozinho terá que administrar um time. Todo empreendedor terá clientes que demandam uma série de habilidades que vão além de uma expertise específica, como relacionamento e entendimento de cenário. No fundo, tudo isso são habilidades não cognitivas, que costumamos chamar de inteligência emocional.
A boa notícia é que, como quase tudo em nossa vida, a inteligência emocional pode ser praticada e cultivada. Não é fácil mudar nossa maneira de agir e de reagir, mas não é uma missão impossível.
A inteligência emocional tem cinco componentes: autoconhecimento, autocontrole, motivação, empatia e habilidades sociais.

Comece com o autoconhecimento

Para mim, o aspecto mais importante é o autoconhecimento. É o primeiro passo para melhorar.
Muita gente me pergunta: mas como desenvolvo o autoconhecimento? Há desde as dicas tradicionais, como ter um coach ou um terapeuta e ter um olhar atento para si mesmo, mas também há tarefas práticas e de curto prazo que você pode realizar para se conhecer melhor.

Uma delas é convidar três ou quatro pessoas próximas a você para descobrir sobre seus pontos fracos e fortes. Pergunte a elas: você me chamaria para te ajudar a resolver que tipo de problema? E em que situação você jamais lembraria de mim para te ajudar a resolver? Talvez elas digam que você seria ótimo para resolver um conflito entre pessoas. Por outro lado, podem te dizer que jamais te chamariam para organizar um fluxo de trabalho. Esse feedback pode ser um ótimo ponto de partida para começar a entender onde as pessoas mais (e menos) enxergam seu potencial.

Outra alternativa é fazer um inventário comportamental. Existem várias ferramentas de diagnóstico de personalidade. Elas podem dizer muito sobre um indivíduo e dar informações como: você é atento ao detalhe? Dá espaço para o outro? Gosta de construir junto? É centralizador?


Identifique características que você precisa desenvolver e pratique o autocontrole

Uma vez que você começa a perceber as características com as quais você tem mais dificuldade, pode decidir desenvolvê-las. E decidir é uma das palavras chaves no processo de trabalhar a sua inteligência emocional. Para que haja mudança, é preciso que a pessoa tenha uma vontade genuína de mudar e esteja disposta a praticar novos hábitos. A mudança precisa fazer sentido, seja porque você se incomoda com a maneira como se comporta hoje ou porque realizar melhor o seu trabalho exige o desenvolvimento de outras habilidades. Qual é o seu incentivo para investir tempo e energia nisso?

Para melhorar cada um dos aspectos da inteligência emocional, depois o incentivo, é necessário praticar. Por exemplo, se você percebe ou é alertado por alguém que tende a interagir pouco com as pessoas porque está sempre olhando o celular, tenha como meta diminuir esse hábito. Da próxima vez que estiver em reunião ou almoçando com o time, deixe o telefone fora do alcance. Dedique sua atenção ao outro. Fazer com que seu cérebro resista ao impulso de pegar o telefone e checar as mensagens é um enorme esforço. Mas vigiar suas atitudes e forçar uma mudança fará com que, em alguns meses, um novo hábito seja criado.

Segundo Daniel Goleman, que citou o exemplo do celular em um de seus artigos, outra ótima forma de praticar é fazer ensaios mentais. Atletas olímpicos, por exemplos, treinam seus movimentos em pensamento, não apenas na hora do treino. Vale também usar bons exemplos. Como uma pessoa que é excelente nessa habilidade que estou querendo melhorar se comportaria nessa situação? Pense nela antes de agir.

Valorize seus pontos fortes e saiba delegar 

Conheça e valorize seus pontos fortes, aquelas características que você apresenta naturalmente. São elas que serão o seu diferencial como pessoa ou profissional. Ninguém consegue ser bom em tudo ou mudar completamente sua maneira de ser. Conhecer suas facilidades faz com que você saiba quais funções pode desempenhar sem precisar delegar.

Eu, por exemplo, vejo como meus pontos fortes a comunicação, a criatividade e a paixão por pessoas. 

Sei que me desenvolvo muito mais vivendo experiências em ambientes diversos do que passando horas lendo livros teóricos. Porém, tenho que me esforçar para organizar meus pensamentos e para cumprir minha agenda de compromissos. Como essas características são fundamentais para o sucesso do meu negócio, não posso delegá-las. Ao mesmo tempo, tenho dificuldade de cuidar de rotinas e controles operacionais, mas essas funções eu posso delegar. Assim, trouxe pessoas para o time que fazem isso de maneira brilhante.

Ninguém é super-homem ou super-mulher. Sabendo disso, cerque-se de pessoas que possuam habilidades que lhe faltam, para que você aprenda com elas e para que te complementem no dia-a-dia. Um empreendedor não pode achar que, sozinho, vai resolver todos os problemas da empresa.

Para criar empatia, evite a falsidade

Também não adianta tentar enganar a sua essência como pessoa. É preciso encontrar caminhos para o controle e a empatia, por exemplo, com os quais você esteja confortável. Por exemplo, alguém mais tímido não será da noite para o dia uma pessoa que com o olhar já se conecta com alguém, que dá um sorriso largo e já começa a conversar. Se a timidez incomoda, ela pode procurar um curso de teatro, aprendendo a se relacionar através da representação. Ou, na hora de fazer networking, se é difícil se conectar pessoalmente, por que não tentar um primeiro contato via email, LinkedIn ou através de um amigo em comum?

Peça feedback para continuar o ciclo virtuoso

Para garantir que você está melhorando e continuar o processo de autoconhecimento, busque feedback. Isso lhe permitirá entender como outros enxergam o processo de mudança e te motivará a encontrar novos pontos para melhorar.  Sabemos que, no caso dos empreendedores, motivação para fazer cada dia melhor é o que não falta!

Leia mais em Endeavor 

Quer desenvolver habilidades e eliminar alguns bloqueios que podem impedi-lo de aumentar seu nível de satisfação pessoal ou profissional?

Potencializar o controle de suas emoções e a capacidade de tomar decisões?

Quero uma sessão Gratuita: Quer sua vida e negócio impactado? 

Se esta mensagem te inspirou, fez algum sentido para você, deixe seu comentário, compartilhe!

Um abraço!

Daniela Fernandes
CRP: 06/122544
Apoio Psicológico e Estratégico à Pequenos Empreendedores.